Como nos dois últimos posts exibi detalhes da minha rabugice, solto agora uma salsa maravilhosa pra clarear o céu desse blog e homenagear essa sexta-feira providencial!
Sou chato com algumas coisas. Muitas, talvez. E estou ficando ainda mais chato com o passar do tempo. Como previu um amigo muito parecido - e como reafirma diariamente minha mulher -, "ou você fica rico e constrói seu próprio cinema ou você vai ser daqueles velhos aborrecidos que preferem não sair de casa". . Ultimamente, no entanto, tenho pensado muito a respeito de até onde minhas expectativas com relação ao comportamento das pessoas ou o desempenho de produtos é exagerada ou se, de fato, tenho motivos para me indispor. . Nas duas últimas semanas, fui ao Palácio das Artes três vezes: recital de piano do Nelson Freire, concerto da Filarmônica e, ontem, show da Maria Bethânia. A falta de educação das pessoas é assustadora e se apresenta das formas mais variadas possíveis: conversas durante as apresentações; aqueles infames papéis e plásticos de bala; nosso companheiro maior, o celular; e a onda do terceiro milênio, as câmeras digitais. . A última vale uma pequena digressão: os ávidos por uma lembrancinha não têm inteligência ou habilidade suficientes para desligar o flash da câmera, completamente desnecessário numa situação como o Palácio das Artes. No geral, as produções de cada espetáculo solicitam que o público não faça fotos ou vídeos. Uma imagem ou outra, pra memória, pode até ser compreensível. Mas ficar filmando e fotografando o tempo todo - com ou sem flash - é muito descaso com quem está ao lado e não pagou pra ter seu rosto iluminado ou escutar os beeps e outros sons - quando não uma música! - que as cameretas fazem. É triste. Você está num espaço que foi intencionalmente planejado para ser escuro e silencioso, mas os usuários do espaço não sabem disso. E a cada minuto, um susto com um novo flash e um novo comentário inadequado. . Outro bom exemplo são os cinemas de shopping... Não sei se os home-theaters foram criados para aqueles que, como eu, não suportam a pipoca surround ou, ao contrário, se a tecnologia impulsionou o comportamento egoísta e indiferente no espaço público, como se ali também fosse possível assistir um filme rindo, conversando e comendo toda sorte de alimentos. Sem entrar no item "higiene e educação com o lixo", que consumiria muitos caracteres. Mando aqui um beijo na boca de quem definiu que seria proibido entrar com pipocas e doces no Cine Humberto Mauro. . Eu sou chato. Muito. Mas algumas pessoas deveriam ter um condomínio bem sofisticado só pra elas. E não sair de lá nunca...
Os motoristas de Belo Horizonte não têm a menor educação e, com o impasse jurídico da BHTrans, tendem a ficar ainda pior. O novo código de conduta nos sinais de trânsito da cidade: para arrancar, espere a luz verde e conte até dez. . (Isso porque hoje eu quase bati meu carro muito seriamente porque um filhodaputa filhodaputa filhodaputa furou o sinal de um modo inacreditável)
Está em votação no Senado uma lei que torna crime o preconceito contra homossexuais, idosos e deficientes. Absolutamente desnecessário dizer que a lei é fundamental para o amadurecimento da sociedade brasileira. . O absurdo - porque sempre existe um porção de absurdo no mundo e, em especial, no Brasil - é que há também uma votação no site do Senado com a seguinte pergunta: . Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais? Quando votei, o resultado era de 51,032% dos votos contrários à lei e 48,968% favoráveis. . Triste.
Bebel encontrou uma casa e uma família com quem, eu espero, viva feliz até morrer bem velhinha... Ninguém é obrigado a ter um cachorro, ninguém é obrigado a colocar seu cachorro para cruzar e gerar mais 10 filhotes. Por esses motivos, ninguém tem o direito de se mudar de uma casa para um apartamento e abandonar o cachorro. Quem faz isso é mau caráter. Fim. . A Bebel agora mora com um casal jovem, de cabelo vermelho, que já saiu abraçando e beijando a cachorrinha como ela merece. Eu, Dri e meu irmão, Marco Aurélio, ficamos felizes e com saudade. Tom, por sua vez, vai sentir mais do que nós.
Terça-feira, Novembro 17, 2009
. Porque eu fico muito feliz quando o tempo desfaz injustiças.
1) Nenhum time quer ganhar o campeonato brasileiro esse ano. Impressionante... Parece que tá todo mundo falando "não, obrigado! deixa pra próxima"... . 2) Nenhum blog amigo - NENHUM! - divulgou o triste caso da cadelinha Bebel. Isso inclui, entre outros, Dri, Marcela e Ana Barroso - a única que pode justificar dizendo que tuitou a história...
A aluna Geisy Arruda está em negociação com a revista Playboy - que é, pra mim, o maior obstáculo na consolidação da igualdade e do respeito à mulher. Se é menina e se ficou em evidência, vai acabar peladinha na revista... E nós ainda vamos aguentar os trocadilhos públicitários com o vestido curto... . Multas Por uma decisão judicial, a BHTrans não está mais autorizada a multar infratores do trânsito em Belo Horizonte. Os motoristas da cidade, que nunca fizeram a menor questão de serem educados e sempre desconsideraram solenemente as leis, agora se sentem vingados! Veja a falta de coerência e de vergonha na cara no depoimento de um taxista que li no jornal hoje: . "Estacionado em área de carga e descarga, o taxista XYZ, de 32 anos, deparou-se com um fiscal multando o veículo. 'A gente fica sem saber de nada. Achei que eles iam só organizar o trânsito. São incapazes de apitar, pedir para a gente sair do lugar errado. Eles chegam e multam. Já gastei mais de R$ 1,2 mil este ano. Assim não dá. Estamos cansados disso', desabafa". . R$ 1.200,00 de multa em um ano é um indicador de que o referido motorista deveria ser proibido de opinar qualquer coisa sobre o trânsito. Eu odeio quem reclama das multas que leva, salvo raríssimas exceções.
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
A Playboy da Fernanda Young é melhor do que eu imaginava. Talvez pelas fotos. Ela, no entanto, é intragável. Impressionante como as pessoas que se acham mais inteligentes do que realmente são ficam insuportáveis.
Pesquisei mais uma vez o suposto tapa que Aécio Neves teria dado em sua acompanhante, em uma festa no Rio de Janeiro. Excluídos os blogs de desconhecidos apaixonados - que se caracterizam pela evidente parcialidade - restam poucos links interessantes: . Luiz Nassif . Lauro Jardim . Lúcia Hippolito
Meu irmão mais velho tem o coração bem maior do que a cabeça. Sempre foi assim: incapaz de negar um favor mesmo quando todas as condições justificariam uma simpática resposta negativa.
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Há cerca de dois meses, quando saía do trabalho, percebeu uma pequena cadela parada em frente à porta do seu carro: sem pelo, bem machucada, com a pata quebrada e muito assustada. Com medo de se deparar, mais uma vez, com sua incapacidade de dizer não, ele voltou para o escritório e tentou esperar um pouco, na expectativa de que alguém resolvesse o problema da cadela antes que ele voltasse para o carro.
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Alguns minutos depois, ela continuava no mesmo lugar, nas mesmas condições. E dessa vez, como era de se esperar, ele não disse não... Os próximos passos foram uma internação em um hospital veterinário, uma conta astronômica e, quase cinquenta dias depois, uma cadela muito simpática, carinhosa e agradecida, que recebeu o nome de Bebel.
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Ela já está em ótimas condições de saúde, com uma carinha muito agradável e um temperamento dócil. A patinha quebrada, como explicou o veterinário, aconteceu em um episódio anterior e foi calcificada incorretamente. Por esse motivo, Bebel manca um pouco, mas consegue andar e correr normalmente.
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Como ela é bem pequena e não late, acho que viveria muito bem - e feliz! - num apartamento. Ah, e vale dizer também que quando foi encontrada, ela usava coleira com telefone... Meu irmão ligou para o número e descobriu que a família havia se mudado e abandonado a Bebel na rua - fato que me gera ódio, mas isso é outra conversa e não tem nada a ver com uma cadelinha feliz e recuperada procurando residência!
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É isso... Quem puder ajudar a divulgar ou, principalmente, quem gostar da idéia de ficar com a Bebel, estou à disposição para dar mais informações.
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[Vou ver se hoje faço algumas fotos da Bebel pra colocar aqui. O vídeo abaixo foi feito há alguns dias, antes dela passar por um dia de princesa no pet-shop...]
Algumas decisões são impensadas porque agimos rapidamente, porque não conhecemos todas as variáveis ou porque não estamos prontos para tomá-las. É revoltante a expulsão da aluna que usou um vestido curto para ir à aula - mas beeeem maior do que muitos shorts e vestidos que encontramos nos shoppings ou nas ruas. Um exemplo clássico do conservadorismo, do machismo e da ignorância de uma parte perigosa da classe média do interior de São Paulo - o maior estado do Brasil. . Estou feliz com todas as manifestações de apoio à aluna e de repúdio à preconceituosa decisão da Uniban. Espero que a universidade seja amplamente responsabilizada pelo que fez. Mas é preciso discutir, principalmente, a atitude dos alunos que fizeram todo aquele alvoroço, que ameaçaram a menina, que a insultaram e que paralisaram as aulas de não sei quantas turmas por causa de um vestido curto. . Ao que tudo indica, alunos e universidade se equivalem em maturidade...
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ATUALIZAÇÃO ÀS 22:55
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Acabo de ler que a Universidade reviu a decisão e não vai mais expulsar a estudante do vestido curto. Naturalmente, a "revisão" só aconteceu porque era impossível a expulsão ter causado mais estrago para a Uniban. Até aí, tudo esperado. O que chama a atenção, no entanto, é o depoimento de dois alunos da instituição: .
""Ela vai voltar, mas não vai aguentar, o pessoal vai continuar hostilizando", disse o aluno do curso de engenharia mecatrônica Pedro Fantuzzi. Seu colega Carlos Eduardo Silva completou: "Houve exagero das duas partes, mas ela está saindo como vítima. Ela não é vítima, é reincidente".
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Ela não é vítima? É reincidente? Em quê?
Domingo, Novembro 08, 2009
Volto agora do Mineirão desanimado, revoltado, mas, sobretudo, triste. Recebo uma ligação do Bruno Fernandes, que, ao me ouvir dizer "não quero mais me envolver com isso", disse pra eu olhar o e-mail, onde encontro o texto abaixo - que ele escreveu...
Longe Demais
Um amigo, de coração futebolístico bagunçado, me pergunta: “nós vamos conversar sobre o Atlético? Será que seremos campeões?”.
Ainda dá, mas para nós é tudo mais difícil. Sabe o que acontece? Nunca tivemos time para chegar aonde já chegamos. Falta futebol, falta segurança, falta competência, sobram raça e amor. Isso, aliás, nunca faltou, mas, sozinhos, não ganham título.
É nítida a preocupação do atual presidente em arrumar a casa, saldar a massa falida deixada por incompetentes pseudo atleticanos e dar ares mais profissionais à gestão amadora de um clube cujo combustível é um só: a paixão.
Quando o ano começou, sabíamos que se tratava de um período de transição, de ordem, de pequenas mudanças e de pouca fé em vôos mais altos. As contratações foram de jogadores descartados por seus clubes, vindos dos lugares mais estranhos ou com o passado futebolístico recente duvidoso. De uma “baciada”, poucos se salvaram.
Fomos bem no Mineiro, quase ganhamos. Perdemos vergonhosa e inexplicavelmente para o rival. No meio disso tudo, a Copa do Brasil, objetivo maior, também foi perdida da mesma maneira. O técnico favorito da massa não soube explicar. Aliás, há muito tempo, ninguém consegue extrair explicações em suas entrevistas...
Para o Brasileiro, veio o técnico preferido do Presidente. Aquele que quase levou o Grêmio ao título ano passado. Começamos com um elenco bambo, goleiros ruins, jogadores improvisados, um departamento médico lotado e um quase craque no ataque.
Subimos, descemos, oscilamos, fizemos muitas partidas ruins (mas vencemos, ao contrário dos outros anos, sobretudo fora do nosso terreiro), jogamos bem, algumas poucas vezes, e convencemos, e, quando jogamos mal e perdemos, reconhecemos.
Chegamos à reta final entre os quatro primeiros. Já tínhamos ido longe, muito longe, mas quem mandou deixar a apaixonada torcida sonhar?
Analisando fria e tecnicamente, ninguém imaginava que chegaríamos lá. Mas, ah, meu amigo, como já tínhamos chegado, por que não ir mais à frente? Segurança e certeza, nunca tivemos. Foram tantos pontos perdidos desnecessariamente, em casa, pênaltis perdidos, contusões... mesmo assim, continuamos lá.
Hoje vimos o time cair diante da massa. Jogou mal, tomou três gols em falhas graves (um olímpico) e perdeu um gol feito em momento crucial da partida. Sabe o que mais doeu? Ver o Pet, o velho Pet, aquele que julgamos ser o nosso ídolo ano passado, jogar o fino da bola. Ele entra em uma galeria que tem Nunes, Renato Gaúcho, Neto, Evair e tantos outros jogadores predestinados a prejudicar o Galo, inclusive quando jogaram pelo time.
Ainda dá, vou torcer, vou acreditar e, ao fim, independente do resultado final, vou aplaudir. Sabe por que? Porque sou atleticano. Não sei deixar pra lá. Não sei “parar de acompanhar futebol”, desculpa azulada tão escutada em momentos de revés. Mas, sem adotar o discurso do perdedor, afirmo, antes mesmo de o campeonato acabar: fomos longe demais!
É claro que não me contento com isso. Quero títulos, vitórias, gols, boas partidas, ídolos e respeito da crônica esportiva nacional. Um passo largo para isso, já demos.
O que quero dizer com isso é que, nessas últimas rodadas, a torcida tem que ser triplicada. É nessas horas que um Renan, um Thiago Feltri, um Evandro, e até quem veio como craque colombiano mostram o quão limitados são. E do nosso limite, amigos atleticanos, já passamos há muito tempo.
Que venham os últimos quatro adversários. São dois que não brigam por nada e dois candidatos ao título. Com eles, vêm juízes duvidosos, a imprensa nacional apontando todos os outros como favoritos (aliás, os gênios da comunicação do Esporte Nacional apontaram, antes do início da temporada, o Galo como um dos rebaixados, e o Fluminense, quem diria, como o virtual campeão) além do que chamamos de má sorte, que, na verdade, traduz a falta de qualidade. Mas isso, nós, atleticanos, já aprendemos a contornar.
Meu discurso vai até o fim: fomos longe demais. Espero, no fim do mês, dizer que fomos tão longe, mas tão longe, que chegamos, enfim, longe demais.
Depoimento do fotógrafo Robert Mapplethorpe sobre a vitória jurídica que permitiu que suas fotos fossem expostas nos Estados Unidos:
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"Eu tinha um ponto de vista: fazer imagens que ninguém tinha visto. Todos nós temos tia imorais, tios neuróticos, filhas ninfomaníacas. A idéia de que vivemos em um mundo limpo, onde tudo é bonito, e onde os artistas que mostram coisas horríveis devem ser calados, é um mundo de ficção. O mundo não é assim. A vida real é tempestuosa, cheia de aberrações, dificuldades e distúrbios. Minhas imagens vivem dentro das casas, da vida privada, e não podem lá ser trancafiadas. É algo que fingimos que não acontece, e quando os artistas às vezes refletem estas coisas nós os culpamos".
"Se queimar os espaços todinho - e eu to no meio -, pode queimar - e eu to no meio, invisível. Se queimar meu sentimento, minha carne, meu sangue, se for pra o bem, se for pra verdade, pra o bem, pela lucidez de todos os seres, pra mim pode ser agora, nesse segundo. E eu agradeço ainda."
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"Eu nunca tive aquela coisa que eu sou: boa sorte"
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"Sabia que tudo que é imaginário existe, e é, e tem? Pois é..."
Depois de quebrar a cerca e fugir ontem à noite, fazendo com que eu e Dri flanássemos pelo Retiro até quase 3 da madrugada e também a partir das 6, Tom voltou pra casa às 10 da manhã. Disse que decidiu dormir na casa de um amigo, mas esqueceu de avisar. - Adriane, antes de ontem, no jantar: "Eu realmente não entendo como alguém pode ter o sonho de se casar... É a mesma coisa de dizer: o que eu mais quero no mundo é ter um sócio!" - Não quero transformar esse blog em espaço de futebol, até porque muitos visitantes não gostam do assunto ou torcem pra outros times, mas é impossível não dizer que estou muito tenso com a partida de domingo, contra o Flamengo. - O Brasil é mesmo genial! O concurso "Garota da Laje 2009" vai distribuir os seguintes prêmios: para a vencedora, um Uno 2001... “Mas é um Fiat Uno poderoso, com kit gás e tudo”, conta o coordenador do concurso, Renato Alves. Para a segunda colocada, uma piscina de fibra com capacidade para cinco mil litros. Por fim, a Garota #3 recebe um “kit-laje”, com material para construir uma área de 30 metros quadrados. Renato explica, mais uma vez que “essa laje pré-moldada é a 'Mercedes Benz' das lajes. Pobre está sempre fazendo um puxadinho”.